terça-feira, 24 de julho de 2012

Então...

Então é isso, vamos tentar caminhar sozinhos.
Você não sorri com minhas piadas, não fala mais em cartas, já se contém à me beijar. 
Não sou mais seu príncipe, não morarei mais em seu castelo, 
vou embora e quanto as roupas, jogue fora, agora!
Não há mágoa, não há felicidade. 
O que há porem é um enorme vazio cheio de nada, 
cheio demais das coisas que você me deu, me tomou, e sem, mas ainda contendo, fiquei. 
Marisa não canta mais, ou melhor, canta, mas agora me encanto sozinho sem saber como farei quando ouvir "esqueça". 
Não, não se esqueça! 
Lembre-se de tudo, torturarei-te até que você perca cada neurônio de seu intelecto tão aguçado, com apenas algumas palavras:

"Eu poderia ter sido seu princepezinho, você minha flor.  

Teríamos um reino e seríamos felizes, 
mas ao invés disso, você simplesmente escolheu ser só fazendo-me de pó."

terça-feira, 17 de julho de 2012

Voltei

Sou todo avesso
corro 
mostro-me
mas nunca inteiro.
Sou todo exposto
por pele
cabelo 
ou rosto.
Não me arrisco
mas parado também não fico
não sou do rio
e ainda sim
posso afogar-te em mim.
Conto-te meus passos
rabisco os inventos em contos
mostro-te meus dentes
e como serpente
tu me picas
que pinica
que coço
que dói
que dó.
Sou todo menino
arisco
indeciso
frágil e decidido.
Quase inteiro
quase acabado
sou seu quase pulsar
seu inteiro imitar
o seu domdeamar.

segunda-feira, 2 de julho de 2012


Do Reparar


São doces, rosas avermelhadas

a timidez nitimida

em sua face é marcada

a rosa

em teu cravo, me encanta.

Agora;

quando sorri turvo

saindo de lado

de qualquer espaço,

tenho a certeza que gosto.