Do fundo da minha memória
Vi uma pianista
nua
Na beira da escada.
Pela sacada, encatava a seco
o maestro
E seu jazz tocado ao avesso.
Em seu vestido
Nota-se:
ônibus
drogas
localização
E fuga.
Tinha um encontro,
no braços, cortes.
As duas. Linda, linda.
Tinha mãos, pés, braços e desejo.
Tinha tesão, nojo e um pouco de medo.
Tinha rosto, gosto, busto e peitos.
Tinha sonhos, traumas, apelo e segredos.
Ao certo ninguém nunca soube.
-Ninguém nunca sobe!
Ninguém nunca saberá.
Vi uma pianista
nua
Na beira da escada.
Pela sacada, encatava a seco
o maestro
E seu jazz tocado ao avesso.
Em seu vestido
Nota-se:
ônibus
drogas
localização
E fuga.
Tinha um encontro,
no braços, cortes.
As duas. Linda, linda.
Tinha mãos, pés, braços e desejo.
Tinha tesão, nojo e um pouco de medo.
Tinha rosto, gosto, busto e peitos.
Tinha sonhos, traumas, apelo e segredos.
Ao certo ninguém nunca soube.
-Ninguém nunca sobe!
Ninguém nunca saberá.