domingo, 31 de maio de 2015

Dentre nós

Entre a linha e a agulha
Há um monte de coisas
Minhas. 
Entre as agulhas
E as minhas linhas
Sobrevivem histórias suas.

Nessa múltipla
Conquista, uma pista, clareia a praia fina de um aeroporto
distante.
Há bagagens, que não minhas, espalhadas pelo saguão.
Pelo chão inteiro há pedaços de mim, dos meus sorrisos e das minhas pausas.
Das pausas, eu retiro apenas o som. É caótico, me faz desabar.
Mas, hoje. Hoje a felicidade resolveu me visitar.
Revirou minha casa depois de uma tensa manhã.
Um papo bom, um mundo agradável e diversas bizarraces reveladas sem pudor.
O som, da pausa desse momento, eu quero guardar. 
Guardar pra sempre, para lembrar o quanto pode ser bom
a epfania de momentos pacíficos.


Entre a linha e  agulha, há e sempre haverá, uma rota. Vários percursos de ídas e vindas. Há uma volta inteira. Há sempre muito de nós.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Araci que te reparo


Aperta-te como um sinto mal posto
expondo o colosso grosso
que perpassa a manga
da blusa, manchando toda a gravata.

Escorre-me feito pelo no peito
desejo no rosto
costas de Ballet
e olhos que me quer.

Menino, cuidado comigo
sou todo bicho

bicha

anarquista.

Bicho, na esquina
de baixo
do porta retrato 
Há contas que precisão 
serem pagas.

Ao lado,
em cima da cômoda
há contas vencidas,
e digitais esquecidas.

Bicho, ainda tenho seu batom
no rosto que não tem dono
no punho cerrado de fome
no amanhecer perdido de dois...

Encanta-me como tudo vira
como a lua parece menina
e de perto
o sol também.