Amanda
Ela estava vomitando amor
no beco da esquina.
Ela estava levemente embriagada.
Alterada por sua condição
levou as mãos à cabeça.
Soltou-as rápido, eram pesadas demais para continuar segurando.
Rapidamente, ainda vomitando, levou uma das mãos à cintura,
a outra, se apoiou no muro do varal.
Era uma vila.
Ela ainda vomitava amor,
acho que se intoxicou.
Só amou, amou e amou.
Ela não era vacinada
morava afastada.
Era uma vila, mas havia mais ratos que vizinhos.
Ela era a menina dos olhos
a maninha dos outros.
Ela era.
Ela nunca parou de vomitar amor
pegou uma cadeira.
Continuou, amando.
Ela era Amanda.
No muro do beco da esquina
Vomitando a própria Amada, todos os dias.
Ela estava vomitando amor
no beco da esquina.
Ela estava levemente embriagada.
Alterada por sua condição
levou as mãos à cabeça.
Soltou-as rápido, eram pesadas demais para continuar segurando.
Rapidamente, ainda vomitando, levou uma das mãos à cintura,
a outra, se apoiou no muro do varal.
Era uma vila.
Ela ainda vomitava amor,
acho que se intoxicou.
Só amou, amou e amou.
Ela não era vacinada
morava afastada.
Era uma vila, mas havia mais ratos que vizinhos.
Ela era a menina dos olhos
a maninha dos outros.
Ela era.
Ela nunca parou de vomitar amor
pegou uma cadeira.
Continuou, amando.
Ela era Amanda.
No muro do beco da esquina
Vomitando a própria Amada, todos os dias.