sexta-feira, 8 de maio de 2015

Araci que te reparo


Aperta-te como um sinto mal posto
expondo o colosso grosso
que perpassa a manga
da blusa, manchando toda a gravata.

Escorre-me feito pelo no peito
desejo no rosto
costas de Ballet
e olhos que me quer.

Menino, cuidado comigo
sou todo bicho

bicha

anarquista.

Bicho, na esquina
de baixo
do porta retrato 
Há contas que precisão 
serem pagas.

Ao lado,
em cima da cômoda
há contas vencidas,
e digitais esquecidas.

Bicho, ainda tenho seu batom
no rosto que não tem dono
no punho cerrado de fome
no amanhecer perdido de dois...

Encanta-me como tudo vira
como a lua parece menina
e de perto
o sol também.

Um comentário:

  1. Dar-si
    Para todos olhos
    Voluptuosos
    De sede de amar
    Pensar-se como ser
    Tempestuoso
    E dar-se como faca
    Mas sem vontade de guerrear
    Todos os olhos
    Involuptuosos
    Sem sede de amar...

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