quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Identidade




Sou filho de uma terra que luta por natureza, sonhadora que tem beleza.
Sou forte, atrevido, decidido mas mineiro.
Tenho a cara do povo, este povo hospitaleiro.
Mas não se engane, sou bicho e também sou do mar, 
cada metade minha tende a se manifestar. 
Sou qualquer coisa, em qualquer lugar, 
as vezes sou até vento que nunca para de soprar, 
procurando incomodar quem o teme. 
Sou de uma terra onde pão de queijo não tem vez, 
mas que fala manso e não se faz refém. 
Como já disse sou daqui mas também sou de lá, 
sem sequer me preocupar sou errante e berrante. 
Da terra de que venho, tem italianos, alemães cariocas e paulistas, 
há também mineiros mas estes são poucos, 
sim por que de onde venho, 
não somos nada, mas somos um todo. 
Há heróis,  de Ana Carolina à Itamar, temos muito à contar.
Um povo que luta, que chora, mas que a cada dia deixa sua história. 
Sou de minas tão gerais, que as vezes penso no agora...
.
Mas não,

Sou mesmo é de Juiz de Fora!


Escolhas



Tenho dentro de mim uma vontade louca de gritar, correr sem ter que me preocupar. Os dias que se passam são como areia escorrendo por entre os dedos, sem um poder resistir. Olho-me no espelho e um “meu Deus o que houve?” reflete o meu desespero. É um desespero incomum, quase que lento e agonizante, e os olhos que agora se saltam, ressaltam  uma mudança. Como eu queria gritar, mas este meu gritar dessa vez não é pra ser ouvido, na verdade é só pra incomodar. Gosto mesmo é de praia , sol e mar, sem pensar, sem se preocupar. Correr pela areia e ver o tempo passar, para que logo depois meu espelho me diga:
“Meu Deus o que houve?”
Porque os dias se passam como areia escorrendo por entre meus dedos?

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ego imposto

                      Neste louco processo, onde há única certeza é a falta de conteúdo, a necessidade de aprender e desconstruir é cada vez mais importante. Sempre pensei  em arte como mecanismo de comunicação. Mas uma dúvida rondou minha mente, poderia haver um lago sem água? Quando escrevo, espero que no mínimo as pessoas recebam, mesmo sabendo que, elas têm o direito de compreender da forma que melhor lhes parecer. Mas e essa tal de arte, por onde anda? Pergunto-me onde estão os defensores da mesma. E enquanto a elite dorme, o erudito das vielas escondidas por cimento barato, começa a tomar corpo.
Mas, e o conteúdo???
Bom, acho que esse já não interessa tanto...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Estando

Que o amor real respeite a bússola do acaso. 
Que nossas vaidades não passem da porta. 
E eu tranco agora a porta para todas as dúvidas, 
com a verdade lá fora sem medo de perder o tempo por amar! 
Orientação, é nisso que eu aposto, e será assim que vou te ter, sem ter. 
O rio que divide a vida corre, e há momentos, que só nós podemos decidir o melhor, 
e no silêncio do ser, a gente acaba deixando a lua falar por nós, 
como amantes perdidos e seduzidos por palavras lúdicas. 
E as promeças que fizermos, serão pra sempre nossas, 
esse mérito nínguém nos tirará, por que outro tempo começou! 
Nova aurora enfim, com belas rosas estatícas neste tempo nosso. 
Não tenhamos medo do futuro, não acreditaremos em destinos, 
seremos bichos soltos, e agora amaremos sem ter, sem ser, apenas estando...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Pânico 2 (um olhar meu)

                          São nessas horas que eu paro, respiro e tento seguir. Mas para onde vão os marchadores da luz, com suas tochas acesas à caçar bruxas indefesas? Caminhei só, por um caminho que ao certo nem sei bem qual era, em passos largos para que ninguém se seguisse. Na verdade eu só quero paz, paz para continuar seguindo. 
                             

                             Agora sigo só, desta vez não por gosto, mas por necessidade e é essa mesma necessidade que me esfola a mente em gelo, queima olhares chorosos e me faz engolir cada sentimento de volta, deixa-me sereno para um olhar de fora. 

E que lindos olhos o a diante tem...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Palco


O teatro é um lugar mágico
Onde cadeiras são carros
Palavras são fatos
E o amor segue o embalo

Com as cortinas correndo
Nosso corpo vai se mexendo
Em cena nada escutamos
Mesmo com o público falando

Ah, santa euforia que até mim chega
Que Deus conserve essa plena beleza
De olhos pintados e boca marcada
Meu destino agora é outro
Não sou mais carta marcada.

Reinvento-me a cada segundo
Para que no fim nada pareça absurdo
São tantas vozes e corpos
Que em mim ganham um rosto!

Até que chega o momento
As luzes vão se apagando
Os olhares se iluminando
E uma única certeza:
Fizemos um bom trabalho!

Tempo

Tenho raiva de saudade, de céus nublados
De ser daqui, mas de lá cantar minha liberdade
De um não ter pra onde ir
Com esses olhos sempre fechados


Gosto mesmo é do sol, de nuvens abertas
Mas aqui neste espaço que me aperta 
Com desenhos ligeiros pra chamar de meu
Só aumenta a agonia da espera




Voar por aí sem me preocupar
Amar de longe, só pra não recuperar
Com um coração não sei onde
Sendo simplesmente vento



Mas a tal da saudade, eu odeio
coisa sem graça, sem anseio
Um buraco que se estabelece
Que com o tempo tudo desaparece




No fim gostaria de ser chuva
Com medo escorreria para qualquer canto
Com raiva gritaria feito trovões
Com amor serenaria
Á procurar por novas paixões.