quarta-feira, 26 de setembro de 2012

É isso

Hoje é dia de riscar
riscar a alma de vermelho
vermelho sangue para ressaltar
seus olhos feito outono
ou sua boca primavera.
Correr pra atrás
voltar à frente
sofrer assim
mostrar-se enfim
carrego-te aqui
sem ser afim
sem esperar um fim
apenas carrego
sem útero
apenas espero
sem lucro, padeço.
Padecer porém
condição inerte
pobre fraca inútil
não me faz bem
e por isso vou riscar
sujar sua alma com meu vermelho outono
para que você arrisque minha boca
com sua primavera.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O que estou fazendo?

Não adianta negar
vou te pegar
você, me usar
azarar-nos
sendo assim tão amigos
pobres meninos
apenas confundidos
que querem brigar
para esconder o gostar
meu gostar
seu gostar
nosso gostar
resultando em nosso maior talento
brigar
ressaltando a minha forma de brilhar
meu show particular.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

TATO PARA TATO

Tato para quem tateia
Tato caía na teia
Tato para quem está presente
mais tato para esse mar de gente.
De tato em tato
a mão se faz segura,
em meio há tantos,
há tato que não se usa.
Se Tato triste fosse,
seu neguinho seria ao acaso
teríamos meninos  revirados
e poxa a vida inacabado,
mas tato
tateando
até riscar,
É Tato, para pele tatuar
Tato artista de ego oposto
é Tato de sorriso exposto.
Seria tato de palco moço
ou tato artista de todos?
Seria o tato presente sentido?
Não,  és Tato presente amigo.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Brisa que leva, brisa leve

Denunciado pela leve brisa
essa que grita
risca e agita
aponta a testa
escorre pela barriga
e não para
encara
repara cada fresta
cada mão dada
cada mão boba
cada cabeça oca
todas as casas tortas
que agora já não importa.
Leve brisa que ainda risca o rosto
deflagra o oposto
expõe feridas
acalma os ossos e talvez um moço.
Corra com a brisa do reino
não pare
não lamente
exponha mais
deduza mais
deduzir é bom
comer acalma
ainda que não seja pão
ainda que não seja limpo
ainda que não espere
ainda que não haja rio
apenas coma e não morra faminto.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

 22

"Ele têm marcas no rosto, 
rosto 22.
Ele espera por um amor
mas não come feijão com arroz..."

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Mórbido.

Não posso seguir
continuar é falho
a cidade está crua.

Será que não entende
tratas do futuro
não tratando-me presente.

Nesta ânsia
perdida por encontrar
nego-me abrigo.

Em meus escritos
discos perdidos
não há mais menino.

Entretanto
cabe ressaltar
que faço-me de lar.

Dando adeus aos meus
aos seus
à tudo que não prestar.

Tenho sonhos nebulosos
pesadelos apaixonantes
um eu distante.

Com esta reviravolta
com a carne exposta
não digo, penso em voltar.

Anjos amantes querubins
flores frutas assim
são erros além de mim.

Portanto, não me procure
não me olhe
não me chore...

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Amor é...

Os amores que vem, levam consigo um eu do passado, compara um "nosso" não mais presente, invade e desvenda emoções guardadas em tênue esconderijo.

Que culpa tenho se dos trópicos, herdei apenas o frio e as lamentações? Que culpa tenho se, as cores fogem e essa alegria
descontida não chega-me?

Carrego em meu íntimo, que o amor é a
expropriação de tudo que escondemos ilegalmente. 
Uma condenação à quem tanto procura simetria. Uma libertação à quem vive. Um despertar cheio de nós...

"Em pé, com pé, sem fé, do mar, pro mar, sem fim, enfim:

Eu; Diego para ti..."