quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Um Começo de greta

Uma nova era canta
como os cantos de minh'alma
escancarados a mostrar 
uma nova face
para uma nova fase.
Apontam-me caminhos
casualmente lindos
levemente adocicados
caminhos ensolarados
com sorrisos meigos
desta vez, sorrisos meus...
Lembro não crer em tamanha serenidade
com sinceridade,
não lembro esforçar-me para lembrar.
Desta vez, não quero brincar de jogar
não estou disposto a enganar
não espero nada dos que passaram
talvez, este seja o real motivo da felicidade.
Olha, eu tentei por muito tempo não ser o que os outros queriam
tentei mentir
despir
cuspir
transgredir
e muito mal vivi.
me vi.
te vi.
não ri.
No fim, eu só quero caminhar nas suas pegadas
só quero beber de sua saliva
só quero enxergar por sua vista
e por suas mãos acenar
quando chegar.
Olhe rapaz, 
novo ou velho
amigo ou perdido
menino ou vazio
mudo ou vizinho
tudo se encanta
se encontrando,
fazendo a magia das minhas palavras
tornar-se nossa única oração.
Por ser assim, reforço:
Amém para que ama
razão à quem engana...


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ingrid Medina

Ela anda de um lado para o outro dentro dela.
Olha dança pula agita
corre cresce samba apita
E ainda sim, está confusa
com um tempo inteiro à sobrar.
A parte dela artista grita
a de menina ensina
de mulher observa
e ela?
Ela, tem pressa.
Não é dessas
nem daquelas
não pertençe ao apreço
ou ao descaso
é das gerais menina
sendo boneca bailarina.
És a que meu olhar fita
para quem o trem apita
a linha que sustenta a pipa
uma florsinha ainda não inventada.
Sim, ela é Ingrid
para os distantes ingrime
presente para
tropeiros palhaços amantes
és a bela paisagem
aos visitantes de Medina.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Maré[lo]

Corro à beira
beira-mar
beira que par.
Esquivo-me
não canço
mostro rosto
às vezes danço.
Nesta corrida
quase sempre canto
ao seu cantar
em meu canto.
Sabe que pensei em dizer?
ainda não sei bem
pra quem,
seria meu bem?
A estreita divisa
a estranha visita
a perda que em mim ainda berra
deflagra um gosto oposto,
guardado em sereno esconderijo
guardado para nosso encontro querido amigo.
Meu vento
[não ventre]
guia-me por aí
leva meus cheiros
e a noite 
volta a me cobrir,
para que mais tarde eu sonhe
com seu labirinto incerto
pequeno incerto...
Não temerei mais o futuro,
não temerei mais o escuro,
não temerei viver
neste mar de Helena.
Meu veneno não escorreu
não saiu
nem encolheu
está guardado no mesmo lugar
que os versos acima tentam apontar,
No fundo, esta confissão
são segredos do meu coração
segredos meus, 
segredos que não abro mão.
No fim,
acho que só estou cansado
não mais machucado,
não mais empurrado pela maré
que criei de pé.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Frutos de Jú

Vem dali ou de cá
tanto faz
não importa mais,
há um pequeno ser
que crescerá por você
não saberá ter
a confiança sem te ver.
Passarinhos darão-lhe medo
se por ti ele não caminhar
carneirinhos serão o segredo
quando tu, ensinar-lhe a contar.
Nesta sua nova jornada
de mãe ele lhe chamará,
como amiga vai ti contar
os males que o aflige,
ainda que,
tu por tamanha proteção
não entendas...
Ouça, este é o seu mais novo som,
o silêncio abrigado no sorriso
sorriso de leite,
meio frio meio quente,
meio filho meio crescente.
Repararás agora, 
em passos largados no espaço
olhares lançados e desperdiçados
o acenar de um futuro:
meio seu meio confuso
meio sorrindo meio estranho
meio seu meio do mundo
meio filho meio vizinho.
Esta sua nova vida
digo, esta nova condição
refere-se o que de mais puro
temos no coração,
refere-se a vida por entre o vão
dentro de um verdadeiro vulcão,
a alegria descontida e as lágrimas pela partida,
refere-se a condição do seu ser-humano natural,
puro, alegre e angelical:
O seu mais novo amar incondicional.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

GRITO NÃO!

Dentro do limite
nosso abismo próximo
choro longe
mesmo cansado
os olhos deflagrados
abertos
mas também fechados
não saem mais as ruas
não ficam no escuro
com medo de chorar
fogem
sem rastros
à deixar
sem pegadas
à se reparar
apenas saem
sem sair do lugar.
Meu olho
por teu gosto
meu gesto
por seu feto
meu pulsar
pelo seu não mais enganar
seria possível?
Penso ser cabível
dentro de ti
fora de mim
em paisagens montadas
cavalos galopantes
por galápagos
ou oceano atlântico,
por assim afirmar
voar,
por assim eu me mostrar,
gostar.
Nem sei o que escrevo
nem sei se sou marcado
há recados
deixados, extornados
perdidos ou achados
pra mim?
Sinceridade sua
choro meu
sua criança brincou na chuva
meu velho não percebeu
este corpo cansado
estirado no espaço
sem vãos fechados
ou turvos clarões
diz NÃO!
NÃO
ao pouco que tenho recebido
NÃO
à todos os seu pedidos
NÃO
aos seu tolos sorrisos
NÃO
à esse amor de menino.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O teatro ficará sendo seu pão
A literatura tua água 
Os mais belos quadros tua visão
                                                                      E a dança[...]
                                            
  ESTA SERÁ PARA SEMPRE SUA ROUPA [mais] ÍNTIMA...

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Soneto por ti

Despir-me-ei para cru estar
apresentar-te
revelando-me
sumindo para chegar.

Tratando-te por si no aqui
invertendo-me por negar
um não mais
sim para amar.

Estranho tu és
não esquivas ao receber
mesmo sem você ver.

Estranho nos tornamos
quando enfim nos tocamos
sem perceber.




"Não consigo entrar. 
Não sei o que se passa. 
Tão diferentemente perto longe. 
Tão conflituoso amante. 
Risco toda a pele por um vão, 
meus riscos gritam;

SUA PELE NÃO... "