Sempre achei que ninguém passaria por aqui.
Na verdade, estou sempre muito equivocado. Hoje me peguei em choro, choro sincero, de criança. Esse choro que as vezes entala minha garganta havia parado de me incomodar, mas hoje voltou. Voltou porquê? Acho que é o tempo, essa sensação de que no fim nada mais estará da forma que deixei. Queria tanto seu abraço! Com certeza você não lê, mas não é de hoje que te escrevo, aliás no fundo acho que sempre escrevi para você.
Lembra? "Só quero ficar, não quero namorar", como ríamos de tudo isso, de todos eles e de nós mesmo. Hoje corri, corri muito é verdade, com o vento palavras metrificadas chegaram, e aí não teve outro jeito, lembrei, chorei mas sorri.
Tudo aqui anda tão difícil, são provas, são "amigos" e ah, também tem amores. Não vejo a hora de chegar, mas infelizmente, não quero ficar! Decisão minha tomada e acertada.
Reparou?
Disse:
Decisão MINHA.
Aqui eu respiro liberdade, libertinagem, sacanagem sem estar sendo vigiado. Escrevo, interpreto coisas minhas, que no fim são nossas.
Talvez, eu já tenha mudado tanto, que se ficássemos frente a frente, seríamos estranhos de nós mesmo, seríamos a inegável mutação de si, de sermos e de estarmos. De nos estranharmos...
Engraçado que eu estava pensando sobre isso: Se nos estranhamos com nós mesmos, imagina com os outros. Mudanças são inevitáveis.
ResponderExcluirMuito bonito texto.
Obrigado! Parece que precinto algumas coisas.
ResponderExcluirausahsuhuahsahsahua!