quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Do gosto que o teu gostar me dá.

Gosto de devaneio serenos,
estes que
nos atrai, 
nos guia e nos explora
feito olhos em nu artístico.
De verdade
gosto e só gosto.
Tenho medo de pensar tanto
de deixar escapar o 
"dizer que te amo"
perder as chaves de casa
ou simplesmente esquecer o caminho.
Se isto acontecer
querido amigo
cabe dizer
que te tenho no peito
que um dia
já foi vizinho teu
forasteiro d'eu
as preocupações
de um possível adeus.
Este tempo fora
serviu para eu ser melhor 
[sem você]
mesmo sendo parte 
[de você]
mesmo nunca sabendo ser
[você]
mesmo transbordando a cada esquina 
rumo ao conflito.
Eu te perdoou por tudo:
os gritos surdos
os olhares mudos
ou os tapas sujos
a ausência confirmando presença!
Eu sinceramente espero chegar a tempo.
Sinceramente espero te ver mais perto
mas
se não der
fique sabendo:
Você foi e para sempre será o meu melhor e mais instigante devaneio lúcido!



Desta vez, ele decidiu 
escrever o que tinha de mais secreto, 
mais íntimo mais infantil. 
Desta vez, ele simplesmente 
assumiu que nunca cresceu, 
que já se desesperou e que há muito 
chora ao reconhecer o traço riscado 
na pele por quem também há muito 
não mais o procura... 
É, ele resolveu falar do pai!!!

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