terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Nosso eu

 
Não tente adivinhar meus passos, 
olhar minha obra, 
tirar minha roupa. 
Não pense que sou tolo, 
sei o quer, 
sei o quero, 
mas te engano, 
 não demoro. 
Quero na face marcas de fase, 
fase minha,  
de mais ninguém. 
Não tente tentar me entender, 
sou pequeno demais, 
para tanto que tenho.
E o que carrego? 
Por horas, 
não vira obra,
não vira tóca,
não vira nada,
mas se vira, 
e vira.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Fardo

Não temo a dor,
essa de mim corre,
para o armário de outro,
que meu era.
Faço o que sempre fiz,
parar não é minha opção,
se faz pecado lamentar,
chorar,
hoje não faz sentido.
O fardo pesado nas costas,
sim,
hoje é pertencente,
daquele que por definição,
deveria proteger,
a cria que renega,
O amor que diz carregar,
é fato,
mas é fardo,
fraco para quem quer se aproximar.
É no escuro que te vejo melhor,
melhor,
por não te ver!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Asfixia

Na terra com raízes razas,
aflora a vida que por vezes sufocada foi,
sem ter por que ela vive,
morrendo.
O processo avaliado com raposas e rapsodos,
não interessa aquele que como água,
seca e some,
com o choro,
o peito na janela repousa...
A filosofia me ajuda a começar a pensar,
nos olhos que um dia deixei,
como o ato de se virar,
Como o mito de Helena.
E da terra com vida,
as raízes surgem,
feias como,
vida nova careta por natureza,
cega,
como raízes,
sufocadas por terra dos outros.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Caminho

Minha respiração opaca se limita a imitar,
os olhos que choravam,
hoje brilham.
Há uma mudança pelo caminho,
agora a busca é outra,
o percurso é inverso,
sou verso!
Quase todo seco,
pelo vento da estrada...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Pinduca


Ser Minas Tão Gerais;
Todos os dias
Toda manhã
Ele sozinho na plataforma...


Elenco:
Diego Domingos
João Eduardo Almeida
Bruna Capanema
Digão Carvalho
Alessandra Silva
Webert Souza
Ingrid Medina

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ser para não ser!

O olhar que tira,
a mão que apazigua a dor,
agora esta prestes a morrer.
A cina que assinou com sangue,
em um parto, parido para nada,
hoje lamenta.
O peito que por vezes rejeitava,
a cabeça agora se apóia,
um pensamento obscuro,
no escuro.
A luz que chega aos olhos,
é som,
aurora nova se anuncia,
e dessas mãos ferozes,
Agora gosto!

-É muito pra mim...
-Então é isso, esta desistindo?
-É, não aguento, é pesado demais.
-Olha, pense que um dia você sozinho poderá...
-Já pensei! Mas o Bônus é pobre perto do ônus que terei que carregar...
...sozinho