sexta-feira, 23 de março de 2012

E o que sou?


Este é o meu espelho
são os meus fantasmas
sou covarde
vivo um pesadelo.

Reflexos desconhecidos
vozes nunca antes apresentadas
sou um piada
Não tenho se quer amigos

Meus óculos estão na mesa
meu bigode não me esconde mais
Seria eu homem sério?
Não, seria eu homem pela metade.

Minha pouca idade revela
minhas mãos trêmulas entregam
chegou enfim a partida
Vá menina, agora é despedida!

Eu, sempre quis me confessar
a lua porém me impedia,
seria eu, dia em noite?
ou seria eu, noite em dia?

quinta-feira, 22 de março de 2012

À esperar

Não me vire a cabeça, não me deixe só
corra ao me lado, desista dos nós
Entre na minha loucura, e juntos seremos pó
Livres para voar com a primeira brisa.

Beba do meu liquido sagrado
rasgue para sempre seus ensinamentos
não quero você domesticado
só quero você presente.

Ser seu amante em banho de lua
navegar ainda que errado em suas curvas
ter nos dentes um motivo para gritar
Sim, é seu o meu gostar.

Com unhas riscadas por tanto esperar
as mãos ásperas de tanto procurar
hoje sei onde você se esconde
quero invadir seu leito ofegante

Sem ter
sem ser
sentar
amar.

hoje sei
hoje você sabe
hoje nós sabemos
hoje, só, não somos!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Confissões de um pensamento qualquer...

A vida é mesmo coisa muito frágil, uma nova idéia é capaz de alternar todo um rumo linear da sociedade. Há muito venho por meio deste, tentar de alguma forma, qualquer forma, comunicar-me com outras pessoas e discutir de forma irracional um movimento contrário, da desconstrução à nova cidade maravilhosa, pensei ter me tornado um perito em tentar encontrar e reconhecer toda variação de comportamento do individuo quando individuo, ainda que este não seja um. O meu maior desafio porém foi romper comigo mesmo um caminho traçado e imposto, reconstituído diariamente, massificado a cada segundo e milhões de vezes compartilhado por qualquer um de qualquer lugar, sim saímos da ilha! Logicamente, eu lógico não posso ser, sendo assim sempre estarei não sendo e  recusando-me a acreditar que toda intensificação por racionalizar e definir seja para nós uma maneira inevitável de se existir, pensar e nos relacionar. Para onde vão os novos caçadores de bruxas indefesas? Suas tochas, hoje mais sofisticadas, ainda guardam todo veneno de uma verdade construída em forma de chama, que se aponta e fere/queima quem não caminha ou não quer caminhar ao lado de uma verdade absoluta/absurda. Se vocês soubessem o que de fato é santo Graal, as eternas Madalenas, e os pobres Lazáros, certamente questionaria toda essa maneira de agir sobre o outro, sim, por que somos o outro quando somo indivíduos alheios de nós, somos uma extensão, uma racionalização do próximo, eu que sou você, você que poderia ser eu, nós que somos o 1 de 7.000.000.000.    


Querido Estar, tente não pensar:

Se realmente pensamos e existimos, questione o "ser lógico das coisas", afinal, é LÓGICO, que a LÓGICA te deixa LOGICAMENTE, LÓGICO  e previsível para quem LOGICAMENTE não quer que você pense de fato. 

Quer uma grande teoria sobre a Lógica?

Sendo 2+2=4 sempre, por que eu, deveria pensar? Neste momento reproduzo um "pensamento" lógico. Ou seja, não penso, reproduzo.

Quer a minha teoria?

Aquilo que chamamos de loucura, só não faz sentido quando usamos camisas de força na mente.

Agora pense LOGICAMENTE, o que eu disse faz sentido?

sexta-feira, 16 de março de 2012

 Ah, se eu soubesse voar...

-Fiz uma má escolha!

-Mas escolhas são assim mesmo, nunca sabemos se estão certas.

-Não! Fiz uma má escolha sabendo das consequências...

-Pare de se lamentar! A vida é assim, em um dia a gente bate, em outro a gente apanha.

-Fiz uma má escolha, quer dizer, não tive escolha. O destino nos apresentou e brincou, agora não tenho nem 
 apresentações, nem brincadeiras. Hoje, ele resolveu ser mudo!

-Mundo, mundo, vasto mundo!

-É por aí...


"Nem flor, nem pau, nem amarelo será meu sol. 
É dor, sem cor, sem ter explicação..."

quinta-feira, 15 de março de 2012

Minha essencia é minha maior mentira

Pense em tudo que puder pensar, atrele à suas ideias vários tipos de lugar, tente se manter em um eixo, vamos lá, você pensa, você logo existe! 
Partindo do nosso precioso pensar, responda-me:
Quem te ensinou a falar, tocar, andar, amar, ou revoltar-se? É fascil responder se é um molde qualquer, de uma costela qualquer, de um paradgma interno quando coletivo...
Repense em um mundo LOGOS, desses que dois mais dois sempre serão quatro. Cria-me possibilidades, busque de alguma forma convencer-me que dois ou três não serão sete, tenho certesa de que este tipo de retomada do pensamento se fará mais interesante, menos repetitivo e muito mais criativa, você consegue, você pensa! Não se sabote...
Experimente, inove e desconstrua. Pire mais, invente e não deixe ser inventado por alguém, procure sem dó toda a sua hibridez, desfasa-se de sua ESSENCIA. Quando enfim conseguir praticar estes e outros desapegos, teremos firmado um trato, quase um pacto, seremos filhos de uma nova ordem, seremos uma nova era! 

"De origem ao que não se pode mostrar e 
eu darei um fim ao que todos querem ver."

quarta-feira, 14 de março de 2012

Menino Jabuti

Correr não pode
sem dentes não morde
mas há um olhar
sem ter um lugar

Porém há um caminho
estreito e restrito
que mal pode entrar
Jabuti sem par.

Menino corrido
as pressas vem vindo
No casco se esconde
o que não pode largar

Agora ele ri
já pode falar
pequeno Jabuti
seu fardo largará.


Jabuti:
"Trague devagar
beba até pensar
em olhos para se embriagar
e devora-me sem esperar"
Não é amar, é amor...


Da janela da pousada avistei belas pernas,  lindas e grossas como as de uma bailarina. Reparei nos passos, no espaço e na bagunça que se instalá-ra por ali quando a moça passou. Eram gaiolas, frutas e tecidos voando para todos os lados, e a moça claro, sorria! Sabia que estava sendo olhada, mais que isso, sabia que estava sendo desejada! Eu, naquela enorme janela nem me dei conta que você não vinha, e que o tempo, ah este tempo! Voava. Minhas marcas ainda não saíram, meus dentes aos poucos estão voltando ao lugar, meu peito já não aperta, minhas pernas voltaram a andar. Amor, meu grande amar, talvez único gostar sincero, quero que saibas que não te procuro por que sei que sofrerei mais uma vez. Por que amor há, o que não há, é vontade de amar!