quarta-feira, 14 de março de 2012

Não é amar, é amor...


Da janela da pousada avistei belas pernas,  lindas e grossas como as de uma bailarina. Reparei nos passos, no espaço e na bagunça que se instalá-ra por ali quando a moça passou. Eram gaiolas, frutas e tecidos voando para todos os lados, e a moça claro, sorria! Sabia que estava sendo olhada, mais que isso, sabia que estava sendo desejada! Eu, naquela enorme janela nem me dei conta que você não vinha, e que o tempo, ah este tempo! Voava. Minhas marcas ainda não saíram, meus dentes aos poucos estão voltando ao lugar, meu peito já não aperta, minhas pernas voltaram a andar. Amor, meu grande amar, talvez único gostar sincero, quero que saibas que não te procuro por que sei que sofrerei mais uma vez. Por que amor há, o que não há, é vontade de amar!

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