segunda-feira, 5 de março de 2012


Fragmentos de um Outono qualquer...

Por muito tempo pensei que uma busca interna fosse trazer-me uma dor constante, dessas que ninguém sabe ao certo como aparece, mas sabe que vai se instalar e resistira para sair. Hoje meu caminho é outro, tento observar o movimento que move, o despertar de um bilhão de informações em formas de  códigos falhos, que eu nem faço idéia de como começar a entender. Queria, por alguns momentos de lucidez, deixar que a emoção me mostra-se o que realmente me move, o que é o meu real desejo, quem eu gostaria de imortalizar em um único beijo. Enquanto essa escapa-me, o que me resta é andar, só, em parques verdes de um mundo que eu não sei como entrar, mas sou sempre convidado à estar. São tantas águas de março, tantos outonos, tantas cores, que as vezes pergunto-me; e os amores, onde estão? É, hoje vejo que minha busca não foi em vão, que os momentos pertencentes à flor da pele, as tantas vezes que sangrei por acreditar ferir alguém, aliviaram-me para futuros encontros. Deixe que escorra  todo amor que existe em você, querido Outono! Não teime em ser tão seco consigo, viva um pouco mais. Quem sabe assim, este pouquinho de sentimento complete a minha aquarela vazia. Querido, antes de ir gostaria de fazer-lhe um pedido:

"Faça-me pertencente..."

Nenhum comentário:

Postar um comentário