quinta-feira, 1 de março de 2012

São olhos de Outono


"Agora os planos são outros, não há mais tantas casas à serem visitadas, escadas à serem vigiadas ou igrejas à condenar-me. Os novos ventos que por aqui começaram a soprar indicam uma nova estória, um novo caminhar. O outono esta passando, as folhas caem de maneira assustadoramente devagar, parecem anunciar a falta que vou sentir quando todas se forem. Mas encantador mesmo, é saber que sou um todo, de um qualquer, de um estar por aí. Porém, asfixia-me não saber qual será a próxima estação, terá vagão? 
É com grande alegria/tristeza que me despeço de ti querido, Outono! Peço-lhe que faça a caridade de visitar-me quando eu precisar; de secar..."

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