"Há dúvidas que tiramos,
flores que jamais colheremos.
São amores infindáveis,
Um eu, não presente..."
Às vezes, pensando em todos os toques que nunca existiram, das palavras sinceras que faltaram, do desespero, tenho certeza de que isso não é normal. Quando vejo a chuva de tintas após o banho, os fios de cabelos espalhados pelo chão, e destes eu sinto falta, só queria estar mais próximo. Por que houve tamanho desencontro, ironia mesmo é saber que por escolhas próximas só nos afastamos. É afinidade demais. Amor, meu insano amar me provoca reações inesperadas e inacabadas, tortas e que às vezes me faz dizer coisas que não penso de verdade. Algum dia existiu verdade?
Sinto-te cada dia mais distante, não que isso seja ruim, mas para mim, bom não é. Não é saudável ficarmos tanto tempo assim sem nos falar, sem nos visitar ainda que secretamente, sem ter par. Houve um sentimento?
Queria mesmo era te ver de perto, ver o que de fato me escondes, só assim saberia se é real. Pergunto-te novamente:
Serias tu um fantasma, destes que só nos visita com hora marcada?
É um plural de sentimentos que eu nunca havia sentido:
Não é amar, Amor.
É não estar.
Não é desejo.
É só falta.
Não é você, sou eu.
Não quero que nem por um momento pense que eu escrevo para você, é para mim, que já não dando conta de falar, vomito:
Toda nossa aquarela...
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