domingo, 12 de fevereiro de 2012

É mágoa, é saudade.
É carta não escrita...


Quando o percurso é longo alguns ficam para traz, é natural. Hoje percebo, que enfim minhas palavras para além de mim serviram. São tantas peles rabiscadas por vento, que a saudade de quem não caminha aperta com o tempo. Nesta casa, neste céu, neste mar, por hoje, não quero mais pensar. Esse cavalgar seu, de alguma forma hoje é peculiar, imposto, no rosto fadado a sorrir mesmo não querendo. Fico pensando se um dia ainda encontrarei todos que por aqui fui me desfazendo, querendo ou não, vendado ou de olhos abertos, marcados queria hoje com todos caminhar. E que belo encontro se tornaria. Que belo ser se formaria. Que velha infância me visitaria. Alegria sem fim foi te ver hoje, ainda que distante, ainda que eu mais uma vez, te deixe escorrer...

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