"E nostáugico, desta vez ele decide falar de alguém que há muito não o visita."
Queria saber onde foi parar o príncipe que costumava alegrar as tardes de domingo em família, que dançava na chuva, e chorava quando alguém dizia que ficaria de castigo. Aquele que com o tempo foi se acostumando a desbotar sem nenhuma aquarela por perto, sem pincel. Hoje o pobre príncipe, não tem mais seu trono, não tem mais seu reino, não tem uma imensidão de céu para olhar, debruçado em sua janela de madeira. O antigo rei, percebeu que seu reino havia perdido um certo brilho, uma coisa pura, e então, resolveu convocar todos os anciões de uma pequena aldeia. Todos buscavam entender o que estava acontecendo. Foi invão! Depois de muito pensarem, descobriram que o tal brilho, o tal príncipe a tal aquarela, não faziam parte de nenhum reino, de nenhum rei, era algo pessoal, tratava-se de maturidade. O Príncipe se foi, e que bom seria, se príncipes, fossem apenas uma questão de idade...
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