Para ser afim
E um dia eu voltarei,
se não for hoje
amanhã
talvez...
Já não recordo-me
de vozes que um dia amei
lugares que visitei
reinos que desperdicei
e de amores,
desses pouco sei.
Um dia viajarei em ruas de pedras
namorarei moças em janelas
comemorarei uma faculdade
esquecerei-me de certas idades.
Quando chorei;
lembrei
da calma
do Zé
da falta
da ponta
da alma
da porta
da lâmina
e desta,
da gosto.
Sempre soube que seria assim
pequeno pra mim
distante de um fim
resfriado e embalado
por passado molhado
rasgado e lamentado
de amigos separados.
Neste momento
me desfaço
feito braço
em Tarsíla retratado
de trabalhador cansado.
Sou arte
em branco e preto
Sou artista
virado ao AVESSO.
Sou assim:
pra mim,
se não for hoje
amanhã
talvez...
Já não recordo-me
de vozes que um dia amei
lugares que visitei
reinos que desperdicei
e de amores,
desses pouco sei.
Um dia viajarei em ruas de pedras
namorarei moças em janelas
comemorarei uma faculdade
esquecerei-me de certas idades.
Quando chorei;
lembrei
da calma
do Zé
da falta
da ponta
da alma
da porta
da lâmina
e desta,
da gosto.
Sempre soube que seria assim
pequeno pra mim
distante de um fim
resfriado e embalado
por passado molhado
rasgado e lamentado
de amigos separados.
Neste momento
me desfaço
feito braço
em Tarsíla retratado
de trabalhador cansado.
Sou arte
em branco e preto
Sou artista
virado ao AVESSO.
Sou assim:
pra mim,
pra que,
pra sentir,
pra você,
pra enfim
ser fim.
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