segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Fardo

Não temo a dor,
essa de mim corre,
para o armário de outro,
que meu era.
Faço o que sempre fiz,
parar não é minha opção,
se faz pecado lamentar,
chorar,
hoje não faz sentido.
O fardo pesado nas costas,
sim,
hoje é pertencente,
daquele que por definição,
deveria proteger,
a cria que renega,
O amor que diz carregar,
é fato,
mas é fardo,
fraco para quem quer se aproximar.
É no escuro que te vejo melhor,
melhor,
por não te ver!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Asfixia

Na terra com raízes razas,
aflora a vida que por vezes sufocada foi,
sem ter por que ela vive,
morrendo.
O processo avaliado com raposas e rapsodos,
não interessa aquele que como água,
seca e some,
com o choro,
o peito na janela repousa...
A filosofia me ajuda a começar a pensar,
nos olhos que um dia deixei,
como o ato de se virar,
Como o mito de Helena.
E da terra com vida,
as raízes surgem,
feias como,
vida nova careta por natureza,
cega,
como raízes,
sufocadas por terra dos outros.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Caminho

Minha respiração opaca se limita a imitar,
os olhos que choravam,
hoje brilham.
Há uma mudança pelo caminho,
agora a busca é outra,
o percurso é inverso,
sou verso!
Quase todo seco,
pelo vento da estrada...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Pinduca


Ser Minas Tão Gerais;
Todos os dias
Toda manhã
Ele sozinho na plataforma...


Elenco:
Diego Domingos
João Eduardo Almeida
Bruna Capanema
Digão Carvalho
Alessandra Silva
Webert Souza
Ingrid Medina

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ser para não ser!

O olhar que tira,
a mão que apazigua a dor,
agora esta prestes a morrer.
A cina que assinou com sangue,
em um parto, parido para nada,
hoje lamenta.
O peito que por vezes rejeitava,
a cabeça agora se apóia,
um pensamento obscuro,
no escuro.
A luz que chega aos olhos,
é som,
aurora nova se anuncia,
e dessas mãos ferozes,
Agora gosto!

-É muito pra mim...
-Então é isso, esta desistindo?
-É, não aguento, é pesado demais.
-Olha, pense que um dia você sozinho poderá...
-Já pensei! Mas o Bônus é pobre perto do ônus que terei que carregar...
...sozinho

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fase nossa

Quando a pureza do menino voltar,
avisa-me?
Quando sua boca enfim resolver falar,
cantar em mudo,
desaja-me?
Não seja tímido,
mostra-me o que te move,
o que move o seu desejo.
Tu, por si só,
eu, por mim mesmo,
longe do pecado
com mais prosa pra poesia.
Quero que escolhas agora,
erudito ou batidão?
chuva ou sol?
Brinco de ser lua,
cada fase uma face.
Mas agora me diga;
Saberias tu, responder-me
o que realmente sou?
O que realmente amo?
Quando enfim souber responder,
nossos ombros não estarão mais só,
nossos risos serão um,
nossos peitos estarão juntos
e a vida enfim,
começará!