sábado, 24 de dezembro de 2011

Sirva-se!

Eu sou a ceia desta noite,
sou o sacrifício que todos temem sacrificar,
tenho os olhos de um filho,
a boca de amante e
as mãos à flor-da-pele por natureza.
Sou aquele que te petrifica,
congela a dor...
o que vai te expropriar de si!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ao bom velinho...

As cartas que um dia escrevi, na gaveta hoje revelada li. Li para mim, ouvi para alguém que há muito não houve. Os pedidos mais bobos lá estavão cristalizados como choro de criança nova, de pais severos assim me fiz. As  marcas que nas cartas vi, ainda que manchadas, eram felizes, puras de sentimento de um mundo que hoje sufocado foi. Sei que o que escrevi não era fato aliás era pato, pago por nada, por ninguém. Hoje quando escrevo, não escrevo mais para você, acho que nem para mim. Querido, sei que o senhor não gosta de escrever, mas se me respondesse, ficaria feliz.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Estático



Em um estado onde só,
consigo chegar,
Morto estarei por mim.
Meu corpo que pede corpos
Meus não podem ser,
Sendo eu o assassino de nós.
Desculpe-me,
Tenho que ir.
Somos muito para tão pouco.

Sangria

Quero o vermelho sangue que te escorre das pernas.
Na minha boca,
a vida que deveria começar, 
sem cabelos agora quero carregar.
Com areia nos olhos,
um mar de sal se revela,
à cima dos pés que cansados estão.
O rio que corre,
sem rumo,
desespera quem vê,
confundi quem apenas olha,
emociona quem acreditava na beleza da flor.
Este vermelho que te escorre,
continuar não pode,
sangrar por amar?
Não Flor,
Não vale a pena,
pôr para fora,
aquilo que nem seu,
um dia será.
Sonhe,
apenas ame.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Seu olhar...



     Com seus olhos em mim hoje sinto a força do gosto que oposto me dá. São tantos espaços mal utilizados que me perco neste vazio que ainda careço de preencher. Na frente do se, o acaso se torna apaixonante, e essas cores fanáticas à brilhar me estiga a procurar um meio de chegar até você! Minha corrida valeu a pena por te encontrar pelo caminho só, ainda que esteja acompanhada. Queria te dizer, que ainda que eu não saiba falar, sei escrever, e escrevo, ainda que não saiba se você irá ler que o tento escrever para você...

"Queria um dia, apenas um dia, saber o que passa por uma mente tão brilhante."

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

PERDÃO

Nóis qui cás calejada mao,
defendi o sagrado,
ogi pedi perdão!
Os anu pasou e nóis sem sabe,
num viu o profanu,
cheganu.
òh pai, perdãos pelos cochilim,
pelas palavra feia,
pelas forgueiras que nóis num cendeu.
Perdoa pai,
pelo zói cansado,
a boca tinhosa,
o curação descançado.
AMÉIM.

Estéril

Sou condenada pelos dias.
Estou refém em minha cela especial.
Os passos hoje,
não tem espaço.
Os olhos que já não enxergam,
cercados estão.
A boca que de tanto gritar,
seca esta por não receber.
Algo pede sem perceber.
Minha sentença,
hoje assinada foi,
de vitima,
nada hoje sou.
No colo carrego,
uma decepção sozinha:
Vida morta,
Podre,
à cada dia.