quarta-feira, 19 de junho de 2013

Junta Brasil

Pólvora.
povoa-me
do povo ao íntimo
do acordo ao grito.
Manifesto-me
por manisfestarem tão fortemente
abrindo póros
cabeça e mente
e sem mentir: Desafiam.
O grande entorno
entorna nos berros
leais
legais
REAIS.
A aclamação pública
os discursos inventados
os incentivos dados
não nos calam,
nos atiçam
ouriçam até o último pêlo
até o mais profundo pulsar
ou o mais profano constatar.
Por constatação
vou em frente
com lenço
rumo e documentos
avante, à vanguarda
com o direcionamento traçado.
Há erros?
Sim!
Somos violentos?
Talvez!
Temos caras?
Sim. Mas desta vez, não mais pintadas
ainda sufocadas
é verdade
mas sem miragem
trazemos nos olhos
o ímpeto mais velador:
O gozo pleno da liberdade em seu fulgor.
Ainda há cachorros em correntes
nas portas, janelas e congresso
ainda há gases
pimenta
e borrachas que tentam apagar o manifesto
mas isso não nos intimada
não mais...
Procure novas maneiras de repressão
porque o povo
gritou
acordou
e concordou:
É JUNTOS QUE NOSSOS BRASIL
e juntos, permaneceremos de pé
aplaudindo a moçada.
É o que se quer
é o que se pede!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Passando por um corredor para chegar em um por aí...



Se ando bloqueando os passos
nadando em raso
plantando em pratos
sem deixar rastros,
é por que tu, não corres comigo.
Se ando espiando o gado
maltratando o pasto
mastigando o pão
atrapalhando-me no não,
é por que tu, não és irmão.
Se ando atropelando o vocabulário
vendo estrelas fora do planetário
sendo astronauta de um céu vazio
conversando em cercas sem vizinhos,
certamente, é por que estou contrariado.
Se ando, corro, nado, planto, mastigo ou atrapalho-me
estou sendo o mais puro, o mais digno possível comigo.
Não procuro laços ou afetos
não sou lado ou avesso,
não sou se quer menino
e as vezes me perco no sexo certo.
Estaria eu perdido?
Estaria eu confu[n]dido?
Acho que no fim, bem no fim, voltei de um por aí, da sacada de um hotel, ou da viajem que não fiz.
Acho que agora
chegou essa tal hora
de revistar as bagagens
desfazer as malas
que nunca saíram do guarda-roupa.
É hora de encarar o espelho! 
Se deparar com as rugas que, a distância e seu marido, o tempo, causaram. 
Com carinho, reconhecer toda a face amadurecida, queimada de sol, do frio, do medo e dos mesmos. É hora de dar nome ao desconhecido, o inabitável, o deslumbrante;
Os olhos refletidos nas águas de qualquer estação...

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Coisas de artista

A vida nasce, brota, revigora e cai.
Tolice imaginar algo tão vago
tão íntimo.
A gente cresce sem ter pra onde
sem saber como, as vezes, até sem nome.
A gente cresce pelo mundo
por entre ele
por dentro dele.
Somos navegantes, sufocantes de nós.
A maquiagem esfria
o corpo tece seu rosto,
as pernas apontam um traço,
no espelho, novas faces
fases
peripécias da vida comum, compartilhada.
Parem, hora da pose;
preparem-se:
falta a sinopse.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Um Começo de greta

Uma nova era canta
como os cantos de minh'alma
escancarados a mostrar 
uma nova face
para uma nova fase.
Apontam-me caminhos
casualmente lindos
levemente adocicados
caminhos ensolarados
com sorrisos meigos
desta vez, sorrisos meus...
Lembro não crer em tamanha serenidade
com sinceridade,
não lembro esforçar-me para lembrar.
Desta vez, não quero brincar de jogar
não estou disposto a enganar
não espero nada dos que passaram
talvez, este seja o real motivo da felicidade.
Olha, eu tentei por muito tempo não ser o que os outros queriam
tentei mentir
despir
cuspir
transgredir
e muito mal vivi.
me vi.
te vi.
não ri.
No fim, eu só quero caminhar nas suas pegadas
só quero beber de sua saliva
só quero enxergar por sua vista
e por suas mãos acenar
quando chegar.
Olhe rapaz, 
novo ou velho
amigo ou perdido
menino ou vazio
mudo ou vizinho
tudo se encanta
se encontrando,
fazendo a magia das minhas palavras
tornar-se nossa única oração.
Por ser assim, reforço:
Amém para que ama
razão à quem engana...


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ingrid Medina

Ela anda de um lado para o outro dentro dela.
Olha dança pula agita
corre cresce samba apita
E ainda sim, está confusa
com um tempo inteiro à sobrar.
A parte dela artista grita
a de menina ensina
de mulher observa
e ela?
Ela, tem pressa.
Não é dessas
nem daquelas
não pertençe ao apreço
ou ao descaso
é das gerais menina
sendo boneca bailarina.
És a que meu olhar fita
para quem o trem apita
a linha que sustenta a pipa
uma florsinha ainda não inventada.
Sim, ela é Ingrid
para os distantes ingrime
presente para
tropeiros palhaços amantes
és a bela paisagem
aos visitantes de Medina.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Maré[lo]

Corro à beira
beira-mar
beira que par.
Esquivo-me
não canço
mostro rosto
às vezes danço.
Nesta corrida
quase sempre canto
ao seu cantar
em meu canto.
Sabe que pensei em dizer?
ainda não sei bem
pra quem,
seria meu bem?
A estreita divisa
a estranha visita
a perda que em mim ainda berra
deflagra um gosto oposto,
guardado em sereno esconderijo
guardado para nosso encontro querido amigo.
Meu vento
[não ventre]
guia-me por aí
leva meus cheiros
e a noite 
volta a me cobrir,
para que mais tarde eu sonhe
com seu labirinto incerto
pequeno incerto...
Não temerei mais o futuro,
não temerei mais o escuro,
não temerei viver
neste mar de Helena.
Meu veneno não escorreu
não saiu
nem encolheu
está guardado no mesmo lugar
que os versos acima tentam apontar,
No fundo, esta confissão
são segredos do meu coração
segredos meus, 
segredos que não abro mão.
No fim,
acho que só estou cansado
não mais machucado,
não mais empurrado pela maré
que criei de pé.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Frutos de Jú

Vem dali ou de cá
tanto faz
não importa mais,
há um pequeno ser
que crescerá por você
não saberá ter
a confiança sem te ver.
Passarinhos darão-lhe medo
se por ti ele não caminhar
carneirinhos serão o segredo
quando tu, ensinar-lhe a contar.
Nesta sua nova jornada
de mãe ele lhe chamará,
como amiga vai ti contar
os males que o aflige,
ainda que,
tu por tamanha proteção
não entendas...
Ouça, este é o seu mais novo som,
o silêncio abrigado no sorriso
sorriso de leite,
meio frio meio quente,
meio filho meio crescente.
Repararás agora, 
em passos largados no espaço
olhares lançados e desperdiçados
o acenar de um futuro:
meio seu meio confuso
meio sorrindo meio estranho
meio seu meio do mundo
meio filho meio vizinho.
Esta sua nova vida
digo, esta nova condição
refere-se o que de mais puro
temos no coração,
refere-se a vida por entre o vão
dentro de um verdadeiro vulcão,
a alegria descontida e as lágrimas pela partida,
refere-se a condição do seu ser-humano natural,
puro, alegre e angelical:
O seu mais novo amar incondicional.