segunda-feira, 19 de maio de 2014

Uma pausa

Enfim 
foi-se.
livre e silencioso
como sempre fostes.

Rapidamente;
-mãos para o alto.
instintivamente,
pedaços para todos os lados.

No ar que paramos
reverberamos
sufocando-nos 
e as pausas, lentamente, ditaram
o segregar
dos homens, embora o jeans de um, sempre, fosse  maior.

Docemente, desejo-lhe todo o outono.
Secretamente, o encontro dos nossos olhos.
Ardentemente, todos os nossos segredos, mas de longe, todos os nossos silêncios.

domingo, 20 de abril de 2014

Sábia pela manhã


Se eu chorar
Não se espante
Não se levante
Seja apenas elegante.
Trague todo meu cigarro
Acelere o meu carro
Bata em minha janela
Só não espere-me em sua escada.
Ao descer em minha vida, repare
Nestes dias meio mesquinhos
Nós feito passarinhos
voando entre outros ninhos.
Ao descer em nossa árvore
Jaborandi pela metade
Reparei em todos os detalhes
Todos os retratos, inclusive os retardados....
Quisera eu ser passarinho, seu vizinho e para sempre seu namoradinho.
Oh vida, corrida, comprida por kilometragens, óh vida, cumprimento-te feito  o sabia cumprimenta os raios de sol pela manhã.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Mariposa


Sabe quando a gente liga para uma pessoa 
espera tanto tempo e o tempo vooa,
Quando a gente engasga ao dizer duas palavras; Te amo?
Sabe quando a gente fala até, correndo e brincando a pé
em estradas que a gente não conhece bem, 
mas a pessoa caminha tão bem do seu lado que, 
acaba te dizendo:
Te amo, também?

Sabe quando trocamos mensagens bobas,
as horas passam atoa,
quando um sorriso diz:
Estamos de boa?
Pois é, 
este estado pleno nos faz uma referência, 
nos indica a descoberta de uma nova ciência, 
faz florescer qualquer flor, 
desacreditar na dor. 
É isso aí, 
quero para sempre ser esta pessoa, 
brincar correr dançar rir atoa, 
olhar para o seu rio e ser dele a mariposa.



Com todo carinho, com todo amor, 
com tudo o que de melhor poder haver. 
Para quem eu escrevi, para quem eu escrevo, 
para as pessoas que me encantam de uma meneira geral. 
Gostaria de deixar claro que o amor é lindo, 
tem nome e sobrenome e está sempre a procura de um abrigo. 
Não o deixe escapar, 
não faça com seu peito o que você faz da sua vida, 
nunca pulse se não for verdadeiro. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Amanda

Ela estava vomitando amor
no beco da esquina.
Ela estava levemente embriagada.

Alterada por sua condição
levou as mãos à cabeça.
Soltou-as rápido, eram pesadas demais para continuar segurando.

Rapidamente, ainda vomitando, levou uma das mãos à cintura,
a outra, se apoiou no muro do varal.
Era uma vila.

Ela ainda vomitava amor,
acho que se intoxicou.
Só amou, amou e amou.

Ela não era vacinada
morava afastada.
Era uma vila, mas havia mais ratos que vizinhos.

Ela era a menina dos olhos
a maninha dos outros.
Ela era.

Ela nunca parou de vomitar amor
pegou uma cadeira.
Continuou, amando.

Ela era Amanda.
No muro do beco da esquina
Vomitando a própria Amada, todos os dias.


sábado, 9 de novembro de 2013

De Domingos ao sábado

Uma nota,  notas? 
És tudo por nós, por uma noite
por tudo que parte
parte a parte
partindo...
Neste fluxo insano
quase devorador,
escrevo:
Se passares,
notarás o quanto tudo passa
sem ao menos notarmos. 
Depois de lido
reintegro;
Somos tudo que somos ser.
Não somos isso ou aquilo.
Somos nós mesmos, ainda que,
divididos.
Se passar do ponto, não se espante
é normal não sabermos onde descer.
Se ficares preso ao ponto, não se espante!
Parece ser um longa feito de curtas
uma carta escrita as escuras
uma noite sem nenhuma estrela
ou coisas aleatórias da minha cabeça.
Notas? 
Sou quase um adolescente com seu diário
uma "Anne" com seus desabafos
uma "Clarice" sendo a própria noite
Ou uma "Marisa" com seu infinito particular.
És tudo tu!
És tudo o que somos.
E o que somos?
Bom, só sendo para sabermos reconhecer se somos.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Meio ela, meio ela mesma


Ela estava com o vestido meio aberto
parecia querer algo
algo bom
ou talvez apenas
o cheiro da noite.
Em verdade,
ela troleava com os passos
que ainda não havia dado
com as plantas que não havia plantado
com um sonho antes da noite.
Se por acaso
ela parasse frente a água
frente aos olhos d'alma
ou apenas defronte ao espelho,
ela perceberia ser janeiro
e não mais o ano inteiro.
Acreditem,
Ela estava com um vestido vermelho
meio aberto
meio ceio
meio olhos cerrados
meio desespero
meio cabelo enrolado
e a outra metade ao vento.
Ela nunca foi inteira,
sempre e para sempre
será a metade
dela mesma
sendo apenas
a metade do travesseiro
onde deita...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Do gosto que o teu gostar me dá.

Gosto de devaneio serenos,
estes que
nos atrai, 
nos guia e nos explora
feito olhos em nu artístico.
De verdade
gosto e só gosto.
Tenho medo de pensar tanto
de deixar escapar o 
"dizer que te amo"
perder as chaves de casa
ou simplesmente esquecer o caminho.
Se isto acontecer
querido amigo
cabe dizer
que te tenho no peito
que um dia
já foi vizinho teu
forasteiro d'eu
as preocupações
de um possível adeus.
Este tempo fora
serviu para eu ser melhor 
[sem você]
mesmo sendo parte 
[de você]
mesmo nunca sabendo ser
[você]
mesmo transbordando a cada esquina 
rumo ao conflito.
Eu te perdoou por tudo:
os gritos surdos
os olhares mudos
ou os tapas sujos
a ausência confirmando presença!
Eu sinceramente espero chegar a tempo.
Sinceramente espero te ver mais perto
mas
se não der
fique sabendo:
Você foi e para sempre será o meu melhor e mais instigante devaneio lúcido!



Desta vez, ele decidiu 
escrever o que tinha de mais secreto, 
mais íntimo mais infantil. 
Desta vez, ele simplesmente 
assumiu que nunca cresceu, 
que já se desesperou e que há muito 
chora ao reconhecer o traço riscado 
na pele por quem também há muito 
não mais o procura... 
É, ele resolveu falar do pai!!!