segunda-feira, 12 de março de 2012

Ainda que sobre dúvidas eu estarei aqui.

Minha Aurora bureau
Rara chuva de sol
Mostra-me sua face
Cansei de ser só.

Chega de brincar de saudade
Quero já, cante sua liberdade
Sinta a flor sorrir
Deixe a primavera vir.

Quem te fez não te contou
Eu te digo com louvor
Ainda que tu não saibas;
És livre por natureza[...]

Quero esse seu sorriso largo
Chega de amar pela metade
Tenho comigo que não esta longe
 nosso romper de uma nova cidade.

Flôr, não quero te apreçar
Mas corra e não deixe faltar
Toda essa graça contida
Toda essa alegria da vida...
Com carinho para você

Saber disso tudo
Deixa confuso
O meu coração.

Esse corpo perdido
À beira de um abismo
Descansa então.

As estórias contadas
Com findas risadas
vem como clarão.

Entre dores porém
Encontro no trem
Minha vazão.

A viajem agitada
Acalma a chegada
De "um/dois" coração.

"Se um dia resolver chorar, promete avisar-me? 
Quero estar contigo a cada segundo não perdido, 
a cada gota não molhada, a cada busca não iniciada."

sexta-feira, 9 de março de 2012

Flores de uma estação

Corra
menina levada
se esconda
e na largada
pense
em seus amores
e por agora
esqueça dores.
Ainda que estas
persista
ainda que este
caminho
insista
fuja agora.
Corte o azul céu
olhe o mar
Ressaca boa
é não pensar
liberter-se deste véu
não espalhe mais seu fel.
Não ouça frustrações alheias
não comas mais de brincadeira
mostre-se, ou eu te encanto
corra para qualquer canto.
Mas flor, se um dia
em qualquer dia 
a saudade bater
não volte
não olhe
não toque
perdoe você
E siga com quem você quer ser.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Pense em não pensar...


Arrasta-me para perto, envolva-me com cada gota de chuva que o céu desperdiçar, quero te olhar nos olhos, só para ter certeza de que não estou cego. E que tal uma fuga, para qualquer canto em qualquer lugar? Por quantas vezes teremos que renegar a vida que esta surgindo? Bom mesmo seria se por um acaso nunca tivéssemos nos encontrado, penso que só assim seria doce, penso que só assim não sofreríamos, penso que só assim não existiríamos. Aí torno a pensar, e penso, para que tantos pensares?

segunda-feira, 5 de março de 2012


Fragmentos de um Outono qualquer...

Por muito tempo pensei que uma busca interna fosse trazer-me uma dor constante, dessas que ninguém sabe ao certo como aparece, mas sabe que vai se instalar e resistira para sair. Hoje meu caminho é outro, tento observar o movimento que move, o despertar de um bilhão de informações em formas de  códigos falhos, que eu nem faço idéia de como começar a entender. Queria, por alguns momentos de lucidez, deixar que a emoção me mostra-se o que realmente me move, o que é o meu real desejo, quem eu gostaria de imortalizar em um único beijo. Enquanto essa escapa-me, o que me resta é andar, só, em parques verdes de um mundo que eu não sei como entrar, mas sou sempre convidado à estar. São tantas águas de março, tantos outonos, tantas cores, que as vezes pergunto-me; e os amores, onde estão? É, hoje vejo que minha busca não foi em vão, que os momentos pertencentes à flor da pele, as tantas vezes que sangrei por acreditar ferir alguém, aliviaram-me para futuros encontros. Deixe que escorra  todo amor que existe em você, querido Outono! Não teime em ser tão seco consigo, viva um pouco mais. Quem sabe assim, este pouquinho de sentimento complete a minha aquarela vazia. Querido, antes de ir gostaria de fazer-lhe um pedido:

"Faça-me pertencente..."
Percepção


Estive pensando em uma forma, ou melhor uma fórmula para expressar de maneira inédita o amor cotidiano que sinto por aqui. Não deu! Nem pensei, me deu preguiça sabe? Para que, tentarmos definir isso ou aquilo, pequeno ou grande, ser ou não ser? Se você soubesse, ah se você soubesse o amor que instalou-se em mim nestes últimos dias, fugiria para o mais alto pico daquela nossa colina, casinha esquecida e super aconchegante que de NÃO LAR chegamos a chamar. Queria tanto, mas tanto te dizer, ou melhor queria mesmo era saber dizer, o tamanho do misto que você me causa! Acho que neste pequeno fragmento você irá entender...

"Lembro quando tocou-me pela primeira vez. Eu chorei tanto, que naquele momento o mundo parecia estar em meu peito e todos os oceanos em meus olhos. Hoje percebo, eu quero guardar em você o melhor de mim, ainda que o melhor de mim seja pouco à olhos estranhos..."

quinta-feira, 1 de março de 2012

São olhos de Outono


"Agora os planos são outros, não há mais tantas casas à serem visitadas, escadas à serem vigiadas ou igrejas à condenar-me. Os novos ventos que por aqui começaram a soprar indicam uma nova estória, um novo caminhar. O outono esta passando, as folhas caem de maneira assustadoramente devagar, parecem anunciar a falta que vou sentir quando todas se forem. Mas encantador mesmo, é saber que sou um todo, de um qualquer, de um estar por aí. Porém, asfixia-me não saber qual será a próxima estação, terá vagão? 
É com grande alegria/tristeza que me despeço de ti querido, Outono! Peço-lhe que faça a caridade de visitar-me quando eu precisar; de secar..."