Araci que te reparo
Aperta-te como um sinto mal posto
expondo o colosso grosso
que perpassa a manga
da blusa, manchando toda a gravata.
Escorre-me feito pelo no peito
desejo no rosto
costas de Ballet
e olhos que me quer.
Menino, cuidado comigo
sou todo bicho
bicha
e
anarquista.
Bicho, na esquina
de baixo
do porta retrato
Há contas que precisão
serem pagas.
Ao lado,
em cima da cômoda
há contas vencidas,
e digitais esquecidas.
Bicho, ainda tenho seu batom
no rosto que não tem dono
no punho cerrado de fome
no amanhecer perdido de dois...
Encanta-me como tudo vira
como a lua parece menina
e de perto
o sol também.
Aperta-te como um sinto mal posto
expondo o colosso grosso
que perpassa a manga
da blusa, manchando toda a gravata.
Escorre-me feito pelo no peito
desejo no rosto
costas de Ballet
e olhos que me quer.
Menino, cuidado comigo
sou todo bicho
bicha
e
anarquista.
Bicho, na esquina
de baixo
do porta retrato
Há contas que precisão
serem pagas.
Ao lado,
em cima da cômoda
há contas vencidas,
e digitais esquecidas.
Bicho, ainda tenho seu batom
no rosto que não tem dono
no punho cerrado de fome
no amanhecer perdido de dois...
Encanta-me como tudo vira
como a lua parece menina
e de perto
o sol também.