Dentre nós
Entre a linha e a agulha
Há um monte de coisas
Minhas.
Entre as agulhas
E as minhas linhas
Sobrevivem histórias suas.
Nessa múltipla
Conquista, uma pista, clareia a praia fina de um aeroporto
distante.
Há bagagens, que não minhas, espalhadas pelo saguão.
Pelo chão inteiro há pedaços de mim, dos meus sorrisos e das minhas
pausas.
Das pausas, eu retiro apenas o som. É caótico, me faz desabar.
Mas, hoje. Hoje a felicidade resolveu me visitar.
Revirou minha casa depois de uma tensa manhã.
Um papo bom, um mundo agradável e diversas bizarraces reveladas sem
pudor.
O som, da pausa desse momento, eu quero guardar.
Guardar pra sempre, para lembrar o quanto pode ser bom
a epfania de momentos pacíficos.
Entre a linha e agulha, há e
sempre haverá, uma rota. Vários percursos de ídas e vindas. Há uma volta inteira. Há sempre muito de nós.