segunda-feira, 17 de outubro de 2011

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Era só e mal amado
Chorava por tudo
Pelo o que não podia ter
No fundo ele sofria por ser

A mente falhava
Mas a boca falava
Não tinha dúvidas
Estava sempre na frente

Ele nunca quis afrontar
Porém aprontava por não ser igual
Era castigado
Mas não se importava, achava normal

Pobre garoto de sorriso amarelo
Com seus dilemas e outros
Sempre estava errado
Ele era o elo entre o duelo

Agora ele não sorri
Não saí pra se divertir
Perdeu-se, ele secou
Foi encontrado morto
Mas não sepultado
Morreu como indigente

Porta Aberta





Na estrada por muitas coisas passei.
Tanta mudança, Por onde andei?
Mas algo ainda não me convencia
Tudo aqui esta muito diferente.

Esta prestes a acontecer
A casa, agora muito maior não me cabe.
Há uma nova ordem
Da qual eu não faço mais parte

A cidade não sorri
Estou distante por aí
As ruas estão frias
Não há mais pássaros
Sou uma dicotomia

Preciso gritar, me acalmar
Arranhar alguns discos, sei lá
Deve ser a tal fratura
Ou seria ruptura?

É estranho pensar que talvez,
aquilo que um dia deixei não exista mais
Ainda que em mim não tenha mudado nada
São muitos lugares à ir
Muitas pessoas à ver
Minha casa para visitar.  

À tarde






Tudo foi muito rápido, mais ainda sinto seu gosto
Prensava-te na parede e você sorria
Deu química.
O pêlo da pele pelo corpo me arrepiava, eu gostava
A fruta proibida
Pela janela foi roubada.

Ainda hoje me pergunto o que houve
Com os joelhos ralados por ralar demais
Ralhava com o tempo que de mim te tirou
E suava, suave era quando parávamos.

Com as pernas bambas
Em pé, deitado, de lado
Como um clarão
Queimávamos pelo chão

O vapor da sua boca deixa marcas por meus nervos
Seu batom vermelho, ainda esta sob o espelho
Nos meus olhos ainda te vejo
Que seja belo nosso herdeiro.

E que o corpo não falhe
Que as pernas não se fechem
Eu quero pra você o melhor de mim
Você sabe me fazer gozar

Tempos modernos



As magras crianças não comem
As folhas sem tempo, caem
A morte os cercam
Eles não podem reagir
Enjoa-me essa tal felicidade do homem

Secas elas brincam de achar nada
Brigam à procurar comida
Choram a perda de suas queridas
Que banzo sentem de suas pequeninas

A mãe sem esperança reza a praga que vem
Não é por mal, é pelo o que não tem
Mas a lua não demora, o chão se aflora
Lá se vai mais um frágil anjo negro

O lamento não basta, eles precisam comer
Tempo passa e não se pode correr
Os mais novos gritam ao ver
não há outro jeito, vão todos morrer!


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Parto

Pense nas dores que você evitaria
Nos abraços que você receberia
Na felicidade não vivida!



As crianças hoje crescidas
Não tem porque se esconder
Hoje elas brincam, não lembram de você


O sorriso que de alguma forma foi seu
Não existe mais.
Há uma fratura entre nós



Pense em todo amor que um dia sentimos
Lembrese da dor que um dia amargamos
Agora, veja os filhos que não criamos. 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Desejo de ti

Volte, onde quer que você se encontre
Quem quer que você seja
Mesmo que eu ainda não te conheça
Sei que você esta aí


Ainda que minhas palavras 
Não chegue até você
Eu sei que você esta aí


E quando nos encontrarmos
Nos reconheceremos pelo silêncio
Nas palavras da carta que não escrevi
Que você não leu
Que Deus não abençou...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O que vou deixando atrás de mim.

Então me abraça forte, me diz uma vez que já estamos juntos! Não tenho tempo...
A cada dia algo novo em mim aparece, e a cada dia sinto mais falta do que deixei . Então escrevo, e quando escrevo é algo mágico! parece que de alguma forma o que estava preso pode enfim sair! Acho que no fundo sou bem forte, já até consigo chorar sem medo! Os amigos, os amores, a família que vou deixando atrás de mim, me impulsiona a seguir, e infelizmente não parei mais de fumar nas noites em que não dormi. Minha garganta seca e aí então é hora de parar, olhar e respirar. É hora de voltar, ver o que aconteceu, o que mudou. Certamente muita coisa não esta mais no lugar em que deixe, minhas cartas com certeza já foram abertas, minha casa já foi invadida! Tenho que me concentrar em achar o que saiu do lugar, aprender com essas pequenas mudanças o lugar ideal para certas coisas! A poesia me ajuda, o teatro me anestesia e o choro me lava!