A associação das imagens narrativas na vida prática do sujeito...
Parece
que a fé
que trazia
no pé,
escorregou
e foi parar
no corredor.
Minha escola
era
um lugar
frio
e de poucos amigos.
Na cantina
tudo
era caro
e eu
se quer
tinha sapatos!
No corredor
certa vez
um senhor
me parou.
Pingou-me um ponto
e com a vassoura
narrou:
Menino, seus cabelos não negam
sua cintura, te entrega!
Acho bom pra sala voltar,
ou mais tarde, seu presente será lamentar.
Apesar de novo
eu, um menino
bobo,
no senhor
botei apreço.
Sempre tive ouvido bom
para quem
conseguisse
prender
minha atenção.
Eram fundas
e sinceras,
as palavras declamadas.
Aquele senhor
com a
vassoura na mão,
me viu antes de mim.
Antes de mais nada
ele me fez uma profecia.
Narrou minha própria vida
a vida
que eu se quer tinha.
A escola
apesar de fria
das poucas bolas
e da cantina,
sempre foi
o canto
dos meus sonhos
secretos.
Foi da escola
que fugi,
para escola
que menti,
na escola
me virei
e pela escola
prossegui.
Hoje, os dia se passaram
e meu canto
agora é outro,
tem mais garotos
e menos inocência.
Hoje meu canto
é de passarinho.
Passarinho de um ninho só,
de noites quentes
e dias de sossego.
Hoje, minha escola é a vida,
e os meus erros são meus professores,
Hoje me lembrando,
a vida,
às vezes,
parece ser mais fria
do que a
antiga escolinha.
[Exercício poético: da memória à literatura.]
Parece
que a fé
que trazia
no pé,
escorregou
e foi parar
no corredor.
Minha escola
era
um lugar
frio
e de poucos amigos.
Na cantina
tudo
era caro
e eu
se quer
tinha sapatos!
No corredor
certa vez
um senhor
me parou.
Pingou-me um ponto
e com a vassoura
narrou:
Menino, seus cabelos não negam
sua cintura, te entrega!
Acho bom pra sala voltar,
ou mais tarde, seu presente será lamentar.
Apesar de novo
eu, um menino
bobo,
no senhor
botei apreço.
Sempre tive ouvido bom
para quem
conseguisse
prender
minha atenção.
Eram fundas
e sinceras,
as palavras declamadas.
Aquele senhor
com a
vassoura na mão,
me viu antes de mim.
Antes de mais nada
ele me fez uma profecia.
Narrou minha própria vida
a vida
que eu se quer tinha.
A escola
apesar de fria
das poucas bolas
e da cantina,
sempre foi
o canto
dos meus sonhos
secretos.
Foi da escola
que fugi,
para escola
que menti,
na escola
me virei
e pela escola
prossegui.
Hoje, os dia se passaram
e meu canto
agora é outro,
tem mais garotos
e menos inocência.
Hoje meu canto
é de passarinho.
Passarinho de um ninho só,
de noites quentes
e dias de sossego.
Hoje, minha escola é a vida,
e os meus erros são meus professores,
Hoje me lembrando,
a vida,
às vezes,
parece ser mais fria
do que a
antiga escolinha.