sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ao bom velinho...

As cartas que um dia escrevi, na gaveta hoje revelada li. Li para mim, ouvi para alguém que há muito não houve. Os pedidos mais bobos lá estavão cristalizados como choro de criança nova, de pais severos assim me fiz. As  marcas que nas cartas vi, ainda que manchadas, eram felizes, puras de sentimento de um mundo que hoje sufocado foi. Sei que o que escrevi não era fato aliás era pato, pago por nada, por ninguém. Hoje quando escrevo, não escrevo mais para você, acho que nem para mim. Querido, sei que o senhor não gosta de escrever, mas se me respondesse, ficaria feliz.

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