Há um monstro em meu armário
Tenho andado demais
falado demais
Há um trem em meu peito
Desses trens, pouco sei
Andei flertando com olhares desconhecidos
encontrado lábios errados
e corpos
que lembram o meu
Sei que fragmentos não são bem vindos
o amar caminha perdido
os olhos já não se encontram
Talvez se perder, seja a solução
Se o se fosse verdadeiramente mágico
a memória não me falalha-se
as mãos paresem de escrever
eu seria eu, de mim, de tanta gente, de um nós inteiro.
Amar é coisa séria
no mar amaria as incertezas
no ar encontraria a paz
Mas é no mato que me encontro melhor
Seu olhar mudaria tudo
um toque mudaria o mundo
as aflições terminariam
e as inquietações não seriam fantasmas...
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