terça-feira, 29 de maio de 2012

Mente sã, esquecer é tarde...
 
Eu cantei nossa história, arranhei os seus cd's
Já marchei nu em lua cheia, dancei sem você ver
Em seus entristeceres, bebi seu não querer
Onde estas, vem me-ter?

A quantas andam nossos passos, os beijos que se perderam?
E aquela insanidade, vamos deixar perder?
No espreitar conjunto, à cada esquina nos perdemos
É o açoite do presente, o início se desfazendo.

Esse sangue, meu amor, meu bem, seu provocar
Seus olhos, meu andar, seu querer misto, sei lá
Nossas unhas, que arranham, a garganta, é um vício
É restar do bem, viver de alguém, comer sem ser omisso.

Quererás o céu em teu mar
O sol da estranha chuva
Os beijos do azedo gostar
Se tornarão, nosso passado amar!

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